O ERP que entrou onde os pacotes de mercado não entraram
Duas implantações de ERP de mercado fracassaram na mesma empresa. A terceira tentativa foi construir o sistema em casa — e coube a mim desenhar o domínio.
O problema
A empresa vive de alugar computadores. Isso parece simples até você olhar de perto: um mesmo equipamento entra em contrato, sai para manutenção, volta, é substituído por outro em regime de comodato, gera cobrança proporcional e ainda aparece num chamado de SAC. Nenhum ERP de prateleira modelava isso sem customização pesada, e foi aí que os pacotes de mercado travaram.
O que eu fiz
Modelei o domínio com DDD, tratando contrato, equipamento, ordem de serviço e cobrança como agregados com regras próprias em vez de tabelas soltas amarradas por tela. A arquitetura ficou em camadas, com o domínio isolado da infraestrutura — o que permitiu servir a mesma regra para dois front-ends muito diferentes: WPF para os mais de 100 funcionários internos e Web Forms + WCF para os clientes externos consultarem seus próprios contratos.
O resultado
O sistema passou a controlar a operação inteira: locação, ordens de serviço, contratos, financeiro e SAC. O que dois ERPs de mercado não conseguiram cobrir, um time pequeno cobriu — porque modelou o negócio real em vez de tentar encaixá-lo num modelo genérico.